PIBID em ação: desenvolvimento e aplicação do jogo Mexe Mexe no apoio ao ensino das quatro operações básicas da matemática

  • Claudiomir Feustler Rodrigues de Siqueira IFRS
  • Bruna Cassel do Amaral IFRS Campus Canoas
  • Ednéia Leite Petry EMEF Engenheiro Ildo Meneghetti
  • Jaqueline Molon IFRS Campus Canoas
Palavras-chave: Recurso didático, ensino de matemática, cálculos matemáticos

Resumo

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) tem como objetivo oportunizar aos estudantes de licenciaturas experienciar sua futura profissão como docentes, estimulando a reflexão sobre como aplicar o conhecimento acadêmico na realidade escolar. Nesse contexto, o PIBID do IFRS Campus Canoas possibilita vivências práticas no ensino da Matemática, por meio de planejamento, inserções em sala de aula e elaboração de estratégias pedagógicas. A partir dessas experiências, os pibidianos foram desafiados a pesquisar, projetar e produzir materiais didáticos para serem utilizados no campo de atuação do projeto neste ano, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Engenheiro Ildo Meneghetti. Entre os materiais produzidos, destaca-se o jogo Mexe Mexe, elaborado com base em adaptações dos jogos matemáticos já conhecidos (Rummikub e Pitágoras). Seu desenvolvimento passou por diversas etapas de modificação até chegar à proposta final, com o intuito de auxiliar alunos do 6º ano a superar defasagens relacionadas às quatro operações fundamentais (adição, subtração, multiplicação e divisão). O jogo conta com peças numeradas de 1 a 13, um coringa e peças representando os símbolos matemáticos “+”, “–”, “×”, “÷” e “=”. Também possui suportes de apoio para as peças e uma caixa de armazenamento, favorecendo seu manuseio e transporte. Antes da aplicação, foram realizados testes em conjunto com os bolsistas e orientadores do projeto, de forma a avaliar se o planejamento da atividade estava coerente com a proposta pedagógica do jogo e com os conteúdos matemáticos a serem explorados. Esse processo permitiu identificar ajustes necessários, que foram considerados a fim de garantir que o material não fosse apenas um recurso recreativo, mas uma ferramenta didática alinhada com os objetivos de aprendizagem delimitados. A dinâmica do jogo envolve o lançamento de dados, cujo número determina o desafio da rodada. Cada participante deve montar uma expressão matemática correta utilizando as peças disponíveis, sendo obrigatório o uso do sinal de igualdade. A pontuação varia conforme a combinação de operações utilizadas. Peças de adição ou subtração mantêm a pontuação simples; multiplicação ou divisão duplicam os pontos; o uso simultâneo de ambas quadruplica a pontuação; e, quando todas as operações são utilizadas, a pontuação é sextuplicada. A cada vinte pontos acumulados, o jogador ganha o direito de usar uma peça coringa. O Mexe Mexe foi aplicado coletivamente nas aulas de reforço do Laboratório de Matemática na escola-campo com os alunos do 6º ano, conduzidas pelos bolsistas do PIBID. A experiência mostrou-se significativa, pois os estudantes se engajaram ativamente na resolução dos desafios, realizando cálculos mentais e elaborando estratégias de raciocínio lógico. Além do aspecto cognitivo, observou-se que o jogo estimulou a socialização, a cooperação em grupo e a autonomia na aprendizagem. Conclui-se que o Mexe Mexe é uma proposta pedagógica que engaja os estudantes a se envolverem com cálculos matemáticos, contribuindo para o enfrentamento da defasagem escolar em operações básicas. Além disso, o processo de concepção e aplicação dessa proposta didática fortalece o papel do PIBID na formação inicial docente e oportuniza reflexões acerca do papel docente diante das dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes.

Biografia do Autor

Bruna Cassel do Amaral, IFRS Campus Canoas

Estudante do Curso Superior de Matemática-Licenciatura, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas.

Ednéia Leite Petry, EMEF Engenheiro Ildo Meneghetti

Mestranda em Ensino de Matemática (UFRGS). Especialista em Gestão da Educação e em Supervisão e Orientação Educacional (UFRGS). Licenciada em Matemática (ULBRA). Professora da rede municipal de Canoas/RS – EMEF Engenheiro Ildo Meneghetti.

Jaqueline Molon, IFRS Campus Canoas

Doutora em Informática na Educação (UFRGS), Mestra em Matemática (UFSM), Licenciada em Matemática (UCS). Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas

Publicado
2025-12-10