Análise de covariância nos níveis de atividade física e comportamento sedentário em relação à imagem corporal em estudantes do Proeja do IFRS Campus Canoas

  • Bruno de Souza Pacheco Estudante do curso Técnico em Eletrônica integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas
  • Rafaela Jorge Martins Estudante do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas.
  • Leila de Almeida Castillo Professora de Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas
  • Carlos Alencar Souza Alves Junior I Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas https://orcid.org/0000-0002-5928-0567
Palavras-chave: Análise de covariância; estilo de vida; imagem corporal.

Resumo

A imagem corporal refere-se à percepção que o indivíduo tem do próprio corpo e pode ser influenciada por aspectos do estilo de vida, como os níveis de atividade física e comportamento sedentário. Em populações jovens e adultas, como os estudantes do PROEJA, compreender essas relações é fundamental para fomentar ações de promoção da saúde mais eficazes e adaptadas às suas realidades. Neste sentido, o objetivo foi comparar os níveis de atividade física e comportamento sedentário em relação à imagem corporal em estudantes do PROEJA do IFRS campus Canoas. Trata-se de estudo com abordagem quantitativa, delineamento de natureza transversal, descritiva e comparativa. A amostra do estudo foi composta por 25 estudantes, com idades entre 18 e 60 anos, (com média de 34,04 anos ± 13,47). A imagem corporal, variável dependente, foi avaliada por meio de escala de silhuetas, na qual os estudantes indicaram a sua silhueta atual (SA) e a ideal (SI). A diferença entre ambas gerou um escore (SA−SI), variando de −7 a +7. Categorizado da seguinte forma: escore negativo indica insatisfação por magreza; zero, satisfação; escore positivo significa insatisfação por excesso de peso. As variáveis independentes foram: horas semanais de atividade física e comportamento sedentário, obtidas por meio de questionário. A atividade física foi avaliada com base na frequência semanal de, pelo menos, uma hora por dia em atividades físicas que elevem a quantidade de batimentos cardíacos. O comportamento sedentário foi mensurado por meio do tempo de utilização de telas durante a semana, como: computador, televisão, videogame e smartphone ou tablet. As covariáveis do estudo foram: idade, cor da pele e renda, sendo coletadas por meio de questionário. Utilizou-se a Análise de Covariância (ANCOVA) para comparar as diferenças médias entre atividade física e comportamento sedentário em relação às categorias da imagem corporal. O procedimento foi adotado para inserir covariáveis nos modelos: modelo 1, sem covariável; no modelo 2, incluiram-se a idade e a cor da pele; no modelo 3, foram incluídas a idade, a cor da pele e a renda. As análises foram realizadas no Software Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS Statistics), versão 22.0, com nível de significância de 5%. Houve diferença significativa no sexo masculino, quanto aos valores de comportamento sedentário somente quando o modelo foi ajustado por idade, cor da pele e renda. Demonstrando que os indivíduos do sexo masculino, insatisfeitos por magreza (52,52 h/sem ± 6,48), apresentaram maior média de quantidade horas por semana em comportamento sedentário, quando comparados com os indivíduos satisfeitos (20,41 h/sem ± 5,52) e insatisfeitos por obesidade (36,55 h/sem ± 4,14). Conclui-se que no sexo masculino, os insatisfeitos por magreza apresentaram maior tempo em comportamento sedentário. Destaca-se a importância de promover ações que visem à adesão de prática regular de atividades físicas e redução do tempo de tela, a fim de promover uma melhor percepção corporal. Essas atitudes favorecem não apenas a saúde física, mas também contribuem para o bem-estar emocional, prevenindo problemas relacionados ao equilíbrio psicológico.

Biografia do Autor

Bruno de Souza Pacheco, Estudante do curso Técnico em Eletrônica integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas

Estudante do curso Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas. Bolsista do projeto de pesquisa Interfaces do Corpo e Imagem Corporal: Fatores Associados em Estudantes do Ensino Médio Técnico do IFRS- Campus Canoas. 

Rafaela Jorge Martins, Estudante do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas.

Estudante do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas. Bolsista do projeto de pesquisa Narrativas do Corpo: Imagem Corporal e Fatores Associados em Estudantes do Ensino Técnico do Instituto Federal de Educação e tecnologia do Rio Grande do Sul, Campus Canoas.

Leila de Almeida Castillo, Professora de Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas

“Coorientadora,  Doutora em Educação - Programa de Capacitação de Servidores do IFRS - PUC/RS ; Mestre em Educação -- PUC/RS ; Especialista em Gestão do Cuidado para uma Escola que Protege - UFSC; Especialista em Gestão e Supervisão Educacional pela Faculdade Cenecista de Osório FACOS - OSÓRIO/RS (2006); Licenciada em Educação Física pela ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA/UFRGS. Professora de Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas. Colaboradora do projeto Interfaces do Corpo e Imagem Corporal: Fatores Associados em Estudantes do Ensino Médio Técnico do IFRS, Campus Canoas. 

Carlos Alencar Souza Alves Junior, I Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Canoas

Orientador, Doutor e Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na área de concentração de atividade física e saúde.  Licenciado em Educação Física pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB e Bacharel em Educação Física pela Unicesumar.  Licenciado em História pela Universidade do Estado da Bahia- UNEB. Professor efetivo de Educação Física do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus Canoas. Orientador do projeto de pesquisa: Interfaces do Corpo e Imagem Corporal: Fatores Associados em Estudantes do Ensino Médio Técnico do IFRS- Campus Canoas. 

 

Publicado
2025-12-10