Arte e divulgação das cotas nas escolas com mais estudantes negros de Canoas

  • Paulo Roberto Faber Tavares Jr Ifrs
  • Agatha Louise Martins da Silva IFRS Campus Canoas
  • Eduarda Burckhardt de Campos IFRS Campus Canoas
  • Rafaella Mattos Garcia da Silva IFRS Campus Canoas
Palavras-chave: Cotas raciais, Educação Básica, Negros, ERER, Educação Antirracista

Resumo

O projeto Equidade e Arte - Arte, Cultura e as Relações Étnico-raciais nas Escolas - tem como objetivo principal a divulgação das reservas de vagas (cotas) para a população negra (pretos e pardos), e outros grupos de ações afirmativas, nos bairros com maior população negra da cidade de Canoas (começando sempre pelas escolas situadas mais à periferia da cidade). Também são objetivos do projeto disponibilizar produtos artísticos e culturais às escolas. Este ano, ocorreram as oficinas de vivência em dança afro, na perspectiva do art. 26a da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Nosso foco está em levar essa informação para estudantes das escolas públicas dos bairros Guajuviras e Olaria, pois são regiões com maior diversidade cultural e com presença de comunidades que são historicamente marginalizadas. Acreditamos que, ao promover o conhecimento sobre as cotas, ajudamos a ampliar o acesso desses estudantes à educação pública, gratuita e de qualidade. Auxiliando no combate as desigualdades que ainda persistem em nossa sociedade. No primeiro trimestre, o grupo de estudantes e colaboradores do projeto realizou as seguintes ações: leituras de capítulos do livro Movimento Negro Educador e outras relacionadas as cotas raciais;  visita a exposições, como a Favela Contest, no Hangar Cultural do Bairro Guajuviras; e conversas com pesquisadores e produtores culturais locais, como Jonatha Ortiz e o grupo Slam Entreverbo. O grupo também organizou alguns eventos em parceria com o NEABI do campus, auxiliando na escolha dos/as palestrantes, na organização e execução do evento, com listas de chamadas, fotos e identidade visual. O resultado do trabalho, até o momento, foram visitas a todas as escolas públicas dos bairros Guajuviras e Olaria (12), durante o período de isenção. Sendo que a grande maioria delas informou, segundo direção ou pedagógico, que até então não tinham recebido divulgação IFRS (talvez devido ao contexto destas escolas). Em cinco destas escolas foi ofertado também, numa segunda visita, oficinas de dança afro ministradas por pessoas negras com formação na área. Desta forma, estabeleceu-se uma relação com estas escolas, seus alunos, e um canal de apoio para dúvidas e inscrições no processo seletivo do IFRS. O resultado final buscado é o aumento no número de inscritos e de aprovados destes territórios, tão próximos ao IFRS, geograficamente (1 a 2 km), e em outras perspectivas tão distantes. Além de informar sobre os direitos dos estudantes, o nosso projeto também propõe uma reflexão importante sobre como a arte e a cultura são formas de resistência e identidade étnico-racial. Usamos expressões artísticas como músicas e danças da cultura, levando oficinas às escolas, para valorizar a história e os saberes das população negras, que fazem parte da construção do nosso país, mas que por muito tempo foram invisibilizadas ou embranquecidas pela sociedade.

Biografia do Autor

Agatha Louise Martins da Silva, IFRS Campus Canoas

Estudante do IFRS Campus Canoas.

Eduarda Burckhardt de Campos, IFRS Campus Canoas

Estudante do IFRS Campus Canoas

Rafaella Mattos Garcia da Silva, IFRS Campus Canoas

Estudante do IFRS Campus Canoas

Publicado
2025-12-10