Cultura Maker em Ação e Extensão
Resumo
O projeto de extensão “Cultura Maker em Ação e Extensão” tem como propósito promover a aproximação entre a comunidade local e o Labmaker do IFRS – Campus Canoas, estimulando a experimentação, a criatividade e o protagonismo por meio de práticas colaborativas em ambiente maker. A iniciativa busca difundir a Cultura Maker como uma abordagem educativa que integra ciência, tecnologia, arte e inovação, favorecendo a aprendizagem prática e significativa. Além de fomentar o desenvolvimento de habilidades voltadas à resolução de problemas e ao pensamento crítico, o projeto contribui para a construção de uma comunidade mais participativa e engajada com os processos de produção de conhecimento e com o uso consciente das tecnologias digitais. A conexão que o projeto deseja desenvolver ocorre por meio de oficinas com datas pré-definidas, normalmente com o intervalo de duas semanas entre uma e outra. Essas oficinas são administradas pelo bolsista e por seu voluntário, com o objetivo de desenvolver protótipos que atendam à proposta inicial do projeto: tornar a tecnologia mais acessível e sustentável, criando materiais que atendam às necessidades específicas da sociedade, além de compartilhar o conhecimento e a cultura maker e desenvolver um espaço colaborativo. As oficinas foram planejadas durante o primeiro mês de atividades (junho), com base em pesquisas voltadas à identificação de formas pelas quais os equipamentos disponíveis no Labmaker poderiam contribuir para o avanço tecnológico e educacional da comunidade. A estrutura delas foi organizada em três etapas principais: pesquisa, formação e desenvolvimento com prototipagem, de modo a integrar o estudo teórico, a capacitação prática e a aplicação criativa dos conhecimentos adquiridos. Até o momento, as duas primeiras etapas foram concluídas com sucesso, tendo os 25 inscritos aprendido os conceitos básicos necessários para realizarem seus próprios projetos na etapa de formação, na qual ocorreram quatro oficinas de forma bissemanal. O projeto encontra-se agora na última etapa, desenvolvimento e prototipagem de materiais, com a realização de mentoria específicas, de forma semanal, cujo objetivo principal é apoiar os inscritos em seus projetos, retomar sempre os conhecimentos trabalhados anteriormente, tratar os resíduos gerados pelo laboratório e criar em conjunto ideias que sejam sustentáveis, recicláveis, acessíveis e que desenvolvam modelos que ajudem a sociedade de alguma forma. Até o momento, os resultados parciais evidenciam que o projeto tem se mostrado eficaz na promoção e compartilhamento de conhecimentos, bem como no apoio à comunidade em seus processos de aprendizagem tecnológica. As ações desenvolvidas têm contribuído para tornar os protótipos mais acessíveis e inclusivos, ampliando as oportunidades de participação e envolvimento de diferentes públicos. Tanto que, nas oficinas da etapa de formação, foram desenvolvidos protótipos, pelos próprios inscritos, voltados à inclusão social de pessoas com deficiências específicas, como seis voltados à deficiência motora, três voltados ao autismo, três voltados à dislexia, dois à dificuldade visual, entre outros. Conclui-se que o projeto tem atingido seus objetivos em compartilhar conhecimento tecnológico e estimular práticas inclusivas, contribuindo para a redução das desigualdades no acesso à ciência e à tecnologia.