Sustentabilidade em espiral: a construção da espiral de ervas do IFRS Campus Canoas

  • Laura Duarte Roehe Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas
  • Daniele dos Santos Fontoura Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas
Palavras-chave: permacultura, espiral de ervas, cultivares

Resumo

A permacultura teve origem com Bill Mollison e David Holmgren, na década de 1970, na Austrália. O termo deriva de ´cultura permanente´ e, desde então, tem sido aperfeiçoada por outros autores e saberes que se mantêm alinhados à ideia inicial de trabalhar com a natureza e não contra ela. É uma forma de elaboração, implantação e manutenção de sistemas produtivos sustentáveis e que primem pela diversidade. Inspirada na permacultura, a espiral de ervas é uma tecnologia que permite criar, de forma sustentável, uma alternativa ao cultivo linear. Por meio desse design são criados diferentes microclimas que permitem o cultivo de plantas com necessidades de incidência solar e umidade de solo distintas. Assim, o objetivo foi proporcionar apropriação de conhecimentos sobre essa tecnologia por meio da construção coletiva de uma espiral de ervas no pátio do Campus Canoas do IFRS. Metodologicamente, foi realizada uma Oficina teórico-experiencial durante a programação da X Semana do Meio Ambiente do Campus que contou com a participação voluntária de 8 alunas do curso técnico em Administração e duas ministrantes, uma professora do Campus Canoas e uma aluna formanda do curso técnico em Administração do mesmo campus. Partiu-se, inicialmente, da apresentação e discussão dos preceitos da permacultura e como a espiral de ervas insere-se neles. Posteriormente, no pátio da instituição, foi construída, com tijolos, a estrutura da espiral, preenchida primeiramente com areia para possibilitar drenagem do canteiro, após com terra do campus, na sequência matéria orgânica oriunda da poda de árvores realizada nas semanas anteriores e terra preta para, finalmente, o plantio dos cultivares, sendo eles 17 mudas de temperos ou chás - Alecrim, Sálvia, Knorr, Manjericão verde, Manjericão roxo, Pimenta dedo-de-moça, Pimentão vermelho, Orégano, Salsa, Melissa, Cebolinha, Tanchagem, Tomilho, Manjerona, Poejo, Menta e Hortelã, nesta ordem. A escolha pela disposição das plantas respeitou os diferentes microclimas, sendo a parte superior onde ficaram os cultivos que necessitam maior incidência solar e solo mais seco e na parte inferior aquelas ervas que demandam solos mais úmidos e que prosperam na sombra, além da parte intermediária, em que foram plantados os cultivares que necessitam menos horas de incidência solar e umidade intermediárias. Como resultados observou-se a otimização do espaço em função do formato em espiral, o aproveitamento de recursos existentes no campus na sua execução, bem como a criação dos diferentes microclimas. Esteticamente, a espiral passou a integrar-se ao ambiente e embelezar a entrada do campus. Somam-se aos resultados a apropriação dos saberes para replicação por parte dos estudantes, o engajamento que a atividade coletiva proporcionou e a satisfação pelo resultado do trabalho e da aplicação dos novos conhecimentos.

Biografia do Autor

Laura Duarte Roehe, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas

Estudante do curso Técnico em Administração intregrado ao Ensino Médio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Campus Canoas.

Daniele dos Santos Fontoura, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Canoas

Orientadora. Doutora. Professora do Campus Canoas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Colaboradora do Projeto de ensino Metamorfose do Campus Canoas do IFRS.

Publicado
2023-11-27
Seção
[Comunicação] Ciências Agrárias