Da Senzala ao Oscar: as empoderadas na história do movimento feminista das mulheres negras

Milleny Cristina Dubiel, Olívia Pereira Tavares, Paulo Roberto Faber Tavares Junior

Resumo


Os Núcleos de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidades – NEPGS e de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas - NEABI do IFRS - Campus Canoas vêm promovendo ações como palestras, debates, exibições de filmes e atividades que abordam as relações de gênero, sexualidades e étnico-raciais. Algumas destas ações são em conjunto, devido aos pontos de encontro entre suas questões, em especial as mulheres negras. Participando do grupo de estudos (NEPGS) e (NEABI), sendo respectivamente bolsista e voluntária e tendo interesse em pesquisar sobre mulheres negras que se destacam como símbolos de empoderamento dentro dos movimentos feministas negros, pois existem diversas vertentes de feminismos. Este trabalho tem como proposta apresentar a história de dez mulheres negras empoderadas de grande importância para o engajamento dos feminismos negros no decorrer da realidade sócio histórica em uma exposição imagética na Semana da Consciência Negra do IFRS Campus Canoas. Compreendendo como o conceito de gênero e de empoderamento da mulher negra, contribuiu para espaços de modificação na sociedade e suas diversas áreas de conhecimento, partindo do conceito de gênero, de Scott (1995), e de empoderamento, de Sardenberg (2006) e Ribeiro (2015). Buscamos problematizar a existência de mulheres negras empoderadas que subvertem a invisibilidade das mulheres negras na história. Com objetivo de identificar os feminismos negros como causadores do surgimento de espaços na sociedade para as mulheres negras e analisar o empoderamento feminino nas dez negras que se destacaram na sociedade. Com base no método da Netnografia, isto é, a análise de redes, investigou-se por meio de uma coleta de dados disponíveis na internet, relacionada às mulheres negras empoderadas, e que foram registrados numa planilha. Foram listadas 30 mulheres e buscado informações como: nascimento, óbito, nacionalidade, principais feitos e obras, temporalidade, cidade natal, área de conhecimento e área de atuação. Após esta etapa, foi realizada uma seleção de 10 delas para representar esta subversão em uma exposição na semana da Consciência Negra. A curadoria baseou-se em critérios como: representatividade e diversidade de áreas de conhecimento e atuação, destaque histórico, temporalidade (históricas e atuais) e a equidade entre nacional, internacional e regional. Resultando na análise da vida e dos feitos destas 10 mulheres negras que tiveram ou têm posturas subversivas à invisibilidade imposta, devido ao preconceito racial e de gênero. Elaboramos resumos para a exposição, que consistem em registrar a história da personalidade e o porquê dela ser considerada um modelo de subversão capaz de contrapor a invisibilidade. Na primeira seleção destacamos mulheres internacionais como: Harriet Tubman, Viola Davis, Angela Davis, Nina Simone, Ellen Sirleaf e brasileiras como: Virgínia Bicudo, Deise Nunes, Lélia Gonzalez, Luciana Leadina e Dandara Zumbi. Conclui-se que a problemática é relevante, pois conseguimos perceber a importância do movimento feminista negro para a abertura de espaços para a mulher negra na sociedade. É importante compreender a luta pelo espaço da mulher negra através das áreas do conhecimento e ver que a existência dessas mulheres subvertentes a invisibilidade imposta, trazem a desconstrução de padrões de gênero e étnico-raciais ainda fixados na sociedade contemporânea.


Palavras-chave


Mulher negra; Gênero; Raça

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